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PRÓXIMA SEMANA: DIVERSIDADE MUSICAL E REPRESENTATIVIDADE EM BANDAS SELECIONADAS PARA O FORMEMUS 2020

O Carioca Victor Mus é um dos selecionados do Formemus 2020 - crédito da foto Zéca Vieira

 

O evento, que neste ano acontece de forma 100% on-line entre os dias 7 e 9 de agosto, selecionou 8 bandas de todo o Brasil para as apresentações musicais

O Formemus chega à terceira edição em 2020 e acontece entre os dias 7 e 9 de agosto, com programação 100% on-line, que, entre as atividades, terá os showcases. Foram selecionadas 8 bandas de todo o Brasil, mostrando a diversidade da música brasileira, além da representatividade, com participação de mulheres, negros e LGBT+, para divulgarem suas produções na conferência. Há duas bandas do Rio de Janeiro, duas de São Paulo, duas do Espírito Santo, uma do Pará e uma de Minas Gerais.

As inscrições ficaram abertas por quase dois meses e foram 218 inscritos de todo país, além da Argentina. A princípio, o evento selecionaria 6 bandas, mas devido ao grande número de inscritos, decidiu convidar 8 para mostrarem seu trabalho. A curadoria foi realizada por 9 profissionais convidados, entre músicos, radialistas e produtores culturais, sendo eles: Amanda Covre, Duana Peixoto, Igor Comério, Tarso Brennand, Tereza Dantas, Victória Dessaune, Yasmin Piovezan, além dos diretores Simone Marçal e Daniel Morelo.

Para Daniel Morelo, um dos organizadores do evento, os escolhidos representam um recorte bem diversificado do poder sonoro da música brasileira. Compositores, instrumentistas e propostas de apresentações esteticamente diferentes, mas todas elas com identidade, vozes e sons de qualidade. “O Brasil é riquíssimo em cultura musical e devemos todos nos permitir olhar para além do mainstream, porque nossa riqueza sonora é ainda maior, melhor e muito mais bonita! E nesse sentido, o Formemus vem para amplificar o conhecimento coletivo do mercado musical e impulsionar as carreiras dos nossos artistas capixabas e de todo o paísl”, destaca.

Simone Marçal, também idealizadora do Formemus, complementa: “A diversidade dos estilos musicais é muito importante. Com tantos inscritos, percebemos uma riqueza fantástica de artistas incríveis em todo o país. A música abre espaço para a liberdade e isso está retratado em cada artista selecionado. A curadoria realizada por pessoas jovens, pertencentes à cena cultural do ES foi importante para essa troca de ideias. A princípio seriam 6 grupos selecionados, mas acabamos ampliando tamanha foi a dificuldade para essa seleção. E ficamos felizes com isso! O Formemus chegou em todos os cantos do nosso país, tão rico em cultura, identidade e regionalidade”.

Selecionados para os showcases do Formemus 2020

 

A diversidade musical e representatividade dos artistas selecionados para os showcases do Formemus 2020 mostram a pluralidade da música brasileira. Abaixo, um pouco sobre cada projeto escolhido.

2DE1 (SP)

Dois irmãos gêmeos e uma infinitude de sons. Fernando e Felipe abordam em suas músicas temas como o amor livre, liberdade sexual e liberdade para ser quem e como quiser. Imersos nos significados do momento atual, o duo resgatou sua essência mais íntima para o lançamento do novo álbum, “Ferida Viva”. Lançado em outubro de 2019, o álbum sucede o disco "Transe" de 2017, que levou o duo a se apresentar em diversas cidades do país e até fora dele. O disco traz ainda a participação especial de Jup do Bairro, na canção Caju, e Natália Noronha, vocalista da banda Plutão Já Foi Planeta, na música Desencontro.

 

AURI (ES)

A sinestesia do rock alternativo com diversos estilos dita a sonoridade da Auri, banda original de Vitória, representante da nova e pulsante cena musical capixaba.

Formada por Everton Radaell (voz e guitarra), Thaysa Pizzolato (teclado e sintetizador), Danilo Galdino (guitarra e backing vocal), Bernardo John (Baixo e backing vocal) e Bruno Miranda (bateria), a banda tem se destacado em eventos nacionais. Em 2018, a Auri teve a oportunidade de fazer shows com grandes influências da música alternativa nacional, entre elas Supercombo, Molho Negro, Plutão Já Foi Planeta e Scalene. Ainda no mesmo ano, a banda fez duas apresentações em São Paulo, uma delas dentro da programação da Semana Internacional de Música (SIM), na “Noite Capixaba”, com importantes nomes da nova cena autoral do Espírito Santo: My Magical Glowing Lens, Cainã (e a Vizinhança do Espelho), Gabriela Brown, Duo Severino e Gavi.

AURI _crédito Gabriel Hand

Em 2019, a Auri foi uma das 19 bandas selecionadas entre mais de 500 inscritas para tocar no Rio2C (Rio Creative Conference), na cidade do Rio de Janeiro.  Ainda em 2019, a banda também se apresentou ao vivo no Hack Town, importante festival de música, artes, tecnologia e inovação realizado no mês de setembro em Santa Rita do Sapucaí – Minas Gerais.

Agora, a Auri foca em novos horizontes e lançamentos. A banda está em fase de pré-produção de seu novo disco, “Biofonia”. Algumas das músicas do próximo trabalho já são executadas nos shows e vêm chamando a atenção do público pela energia e precisão no palco.

 

Congadar (MG)

A força das culturas negras em uma só música.

Das histórias de liberdade cantadas nas minas de ouro pelo escravo Chico Rei nasceram as festas do Reizado em Vila Rica, hoje Ouro Preto (MG). No lado de cima do continente, os lamentos dos negros nos campos de algodão às margens do Mississipi fez surgir o blues. Dois mundos que parecem distantes têm na identidade a mesma maternidade, a mãe África. Dessa mistura nasce o Congadar. A proposta da banda é buscar uma nova linguagem com forte ligação nas raízes culturais de Minas Gerais.

O grupo traz a sonoridade de raiz africana com as tradicionais caixas de congo, misturado do rock, numa união de tradição com o novo, tendo como marca de seu trabalho a resistência negra.

 

Dan Abranches (ES)

Dan é um homem trans, artista com uma potente inquietação sonora. Sua efervescência musical se compõe em atos experimentais que ampliam os territórios psíquicos e afetivos do seu próprio som.

Por meio de um processo extenso e singular, os projetos de Dan são gravados e produzidos por ele. Construídos em ambiente íntimo, são compostos e destrinchados pelo próprio artista, arquitetando minuciosamente a fusão entre diversos gêneros como o soul music, o jazz, o eletrônico e o R&B.

No ano de 2019, Dan Abranches se lançou ao reconhecimento nacional ao participar do programa “The Voice Brasil”, da TV Globo.

 

Lucas Estrela (PA)

É a partir da música eletrônica e instrumental que Lucas Estrela apresenta paisagens que permeiam as vivências em Belém do Pará. Seu primeiro álbum, "Sal ou Moscou" (2016), pinta suas experiências de vida na ativa capital paraense e suas matérias-primas são a guitarrada e o tecnobrega. Em 2017, Lucas grava seu segundo álbum. "Farol" traz experimentos do carimbó com a música digital, além da tecnoguitarrada apresentada em seu álbum de estreia.

Estrela imprime suas visões sensoriais, referências e linguagem própria, deixando o ritmo mais pop e apontando em direção à consolidação de uma releitura da guitarrada paraense.

Lucas Estrela_crédito Cabron Studios

 

Luciane Dom (RJ)

Luciane Dom é mulher, negra, do Rio de Janeiro, que faz parte da nova geração de artistas que representam a música brasileira. A perspectiva crítica de Luciane a levou por inúmeros palcos no Brasil e no exterior. Seu trabalho combina música e artes visuais.

Um corpo negro gigante domina o palco, em meio à sonoridade por vezes dura, concreta e também com um ritmo mais swingado, de raiz africana e uma voz doce viaja por entre seus ouvidos. Dançante e inquietante. O show é quilombo, é dança, é rua. É se colocar no mundo, ser parte, ser presença. Definitivamente, não há quem fique parado ou quem não saia revigorado.

A banda é composta por Luciane Dom (voz), Diogo Martins (guitarra), Davidson Ilarindo (bateria e direção), Rodrigo Ferrera (baixo e arranjos) e Roque Miguel (percussão).

 

Technobrass (SP)

Formado por 7 músicos da cena jazz e do carnaval alternativo do Rio de Janeiro, o grupo já passou por festivais como o Psicodália (SC), Bud-X (RJ), Rock the Mountain (RJ) e vem conquistando um público cada vez mais diversificado. Em 2019, a banda realizou uma turnê pela França, onde se apresentou em festivais como Bout du Monde (world music) e Château Perché (eletro), além do consagrado club de jazz New Morning em Paris.

Victor Mus (RJ)

Em carreira solo desde 2015, Victor Mus vem se destacando como um dos expoentes da nova cena de MPB. Unindo a voz rouca aos acordes do violão, de coração aberto e com uma sinceridade latente, canta o amor e o afeto em forma de poesia, através de uma lírica metafórica que mescla o pop, o indie e elementos brasileiros.

Em 2019, venceu a categoria Voto Popular na Maratona Novos Talentos da Música, da FIRJAN SESI, que contou com artistas como Pietá, Facção Caipira e Pedro Mann. A vitória resultou em seu último EP, "Meus Nós" (2019), trabalho que atesta uma liberdade musical e lírica amadurecida. Com 4 faixas e produção de Rodrigo Vidal (Caetano Veloso, Maria Gadú), conta com participação da baiana Illy e já totaliza mais de 230.000 plays no Spotify.

 

Serviço

Formemus 2020 – Edição On-line

Quando: 7 a 9 de agosto

Inscrição para o Formemus 2020: gratuita, através do site www.formemus.com.br.

Instagram: @formemus

Mais informações: 3376-1674

 

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