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MATIAS BROTAS LEVA 12 ARTISTAS E OBRAS INÉDITAS PARA A ART RIO 2018 E LANÇA 5ª EDIÇÃO DO CLUBE DO CO

Matias Brotas leva 12 artistas e obras inéditas para a Art Rio 2018 e lança 5ª edição do Clube do Colecionador

A galeria de Vitória, Espírito Santo, fará parte do programa Panorama, espaço da feira que reúne as galerias já consolidadas no circuito internacional de arte com as principais galerias do mundo.

A Matias Brotas arte contemporânea estará presente em um dos maiores eventos de arte da América Latina, a Art Rio 2018, que acontece entre os dias 26 e 30 de setembro, na Marina da Glória. A galeria fará parte do programa Panorama, espaço da feira que reúne as galerias já consolidadas no circuito internacional de arte com as principais galerias do mundo. Estarão no stand os artistas: Adrianna Eu, Andréa Brown, Antônio Bokel, José Bechara, Lara Felipe, Mai-Britt Wolthers, Matias Mesquita, Raphael Bianco, Rosana Paste, Sandro Novaes, Suzana Queiroga e Vanderlei Lopes, que vão apresentar, em sua maioria, obras criadas especialmente para a feira.

Também para o evento, a Matias Brotas prepara o lançamento da 5ª edição do Clube do Colecionador, que traz, em múltiplos, obras exclusivas dos artistas Adrianna Eu, Claudia Melli e Sandro Novaes.

Adrianna Eu apresenta um objeto que trata da força que torna real o desejo. Uma síntese de não sabedorias decorrentes de uma relação que se instaura inicialmente consigo mesmo, com o outro, com o espaço em que habita e ulteriormente com o tempo. O carretel com linhas vermelhas e agulha, que marca de maneira singular as obras da artista, traz talhado na madeira a frase “Desejo acha caminho”, artesanalmente datilografada à mão, com as letras destacadas da máquina de escrever.

 

O trabalho desenvolvido por Claudia Melli para o Clube do Colecionador é um desdobramento da série ‘Nem todo Silêncio’, na qual os balanços em movimento nos deixam entrever que alguém já esteve ali, mas o que fica registrado é o vestígio de uma presença ausente. O antes e o depois, e não o momento central do acontecimento, na contramão de nossos dias, ávidos por produzir e consumir imagens instantâneas do aqui e agora.        

 

Já para Sandro Novaes, a mudança de grafite e os riscos contínuos sobre o suporte aludem diretamente ao tempo, através do gesto repetido à exaustão, e à profundidade espacial sugerida pela mudança de tonalidade. Nos trabalhos com papel, as dobras possibilitam discutir questões relativas à espacialidade real em uma relação complementar e – por que não? – discordante com a simulada pela trama monocromática.

 

Nesta edição, o Clube conta com tiragens de 10 obras, e os colecionadores poderão adquiri-las individualmente ou em conjunto, com formas de pagamento diferenciadas. Além disso, o Clube contempla um programa de benefícios junto a estabelecimentos parceiros, com descontos e vantagens para os colecionadores.

Os projetos da Matias Brotas arte contemporânea visam primordialmente a formação de público, a promoção de jovens artistas e o estímulo ao colecionismo. A participação em feiras como a Art Rio visa consolidar tais objetivos e conferir visibilidade aos artistas representados pela galeria.

Uma das obras em destaque no stand da Matias Brotas será a instalação ‘Mil corações’ da artista Adrianna EU. A obra fala de amor e dor. Da afirmação do corte como parte da costura. Da não invalidação de uma história por seu fim. Ela é composta por milhares de metros de linha vermelha embolada, de corações feitos também de linha vermelha e tesouras antigas.

A nova série do artista Raphael Bianco que será apresentada no stand trata de formas fluidas que se enfrentam num vigoroso embate entre o orgânico e o etéreo. Um fluxo sinuoso de volumes e vazios que se embaralham, vapores e musculaturas que se fundem criando um verdadeiro desafio para o olhar. Folhas calcinadas, jorros tectônicos e delicadas transparências parecem surgir e escapar da superfície da tela a cada instante.

A artista Lara Felipe, capixaba que há anos mora nos Estados Unidos,  apresentará uma série inédita chamada where all the forgotten things are, obra inspirada em uma linha de um poema de Rumi, teólogo sufista do século 13. A obra sintetiza a ideia da memória e o inconsciente marcados pelas dores do sujeito, dores físicas, emocionais ou memórias traumáticas. Através do processo artístico, tento resgatar essa memória e com ela transformar o que um dia foi tormento, em obra de arte. As mariposas, por exemplo, simbolizam a transformação do sujeito em sua tentativa de sobreviver aos seus traumas, explica a artista.

O stand também apresentará obras do artista Antônio Bokel como as esculturas ‘Portugal no mundo’, ‘Vai Idade’ e a obra ‘Sua Verdade’, uma escultura em cimento e bronze, que assim como muitos de seus trabalhos, o trabalha com a temática dos ciclos da vida: morte e renascimento, reforçando a ideia de memória e reconstrução de passado, sem deixar de lado a poética urbana que atravessa toda sua obra.

A artista Suzana Queiroga apresenta na feira algumas obras de sua série cartografias, da qual ela já desenvolve há 10 anos uma profunda pesquisa sobre as relações de fluxo, tempo e infinito através das cartografias. Desde então, tenho me debruçado sobre as infinitas possibilidades trazidas pelo estudo da cartografia. Uma delas é a diversidade de materiais e suas propriedades que utilizo como suporte para estas formas. A cartografia não é uma configuração fixa, permanente, mas mutável, maleável, formal e metaforicamente, com a mudança das cidades e de seus sistemas sobrepostos e interconectados. Procuro entender e traduzir esta permanente mutação, fluxo e comunicação em obras como estas, com configurações variáveis, explica a artista.

Já Matias Mesquita apresenta um tríptico pertence à série IMPERMANÊNCIA. Nela, nuvens são retratadas a óleo sobre pesadas estruturas de cimento. O ato de pintar uma nuvem é tentar capturar uma fração de tempo que se esvai, fugidio, numa vã tentativa de eterniza-lo. Materializar a sensação de permanência é mera ilusão. Assim, quanto mais verossímil é a pintura, mais inebriante a ilusão se torna. Uma primeira leitura nos passa a percepção de que a obra encontra seu equilíbrio na dialética dos contrastes. Da mesma forma temos a impressão de que o concreto, cumpre sua função apenas como suporte, no entanto, transcende como tal. Ele se projeta no espaço, ganhando tridimensionalidade e vida. Passa a sensação de durabilidade e rigidez, mas luta contra o movimento inerente de sua própria natureza e nessa luta se rompe. Ambos, Imagem e matéria, que supostamente seriam opostos sustentando-se num sensível equilíbrio simbiótico, agora fundem-se. Esvaídos de sentido pleno, tornam-se sepulcros da permanência, numa distopia da ilusão, explica o artista.

Vanderlei Lopes apresentará um corpo de trabalhos que deseja repor a reflexão acerca da escultura; neles, interessa certa ambiguidade entre materialidade e imaterialidade, a transitoriedade que os trabalhos incorporam ou aludem. Objetos ou situações do cotidiano, são transformados, sobretudo a partir de procedimentos de fundição. Uma das obras é um interruptor e uma tomada conjugados em um espelho, que são fundidos em bronze e polidos a ponto de tornar especular sua superfície dourada e refletir o ambiente onde é instalado. Espelho tem a intenção de aludir à luz solidificada, que o objeto acenderia. Já a obra Posse (Sapatos), constitui-se em um par de sapatos em bronze, pretos por fora e polidos por dentro. O polimento interno produz uma luminosidade alaranjada, espelhada, “empoçada” em seu interior. O trabalho se refere à imagem de um religioso no muro das lamentações, a indicar ali, a presença de um corpo que em seu movimento procura rearranjar sua fisicalidade diante da parede.

A artista Rosana Paste se debruça sob poéticas do corpo, propondo interfaces entre experiências sentidas e materialidades externas. Na feira, ela apresenta sua nova série ‘Entre Camadas’, que surge do tempo atualizado de objetos que acompanham a artista desde o início de sua produção reconfigurados agora como esculturas. Tosas de carneiro de 1990, a primeira escultura feita com crochê de fio de cobre de 1987, trouxinhas de chumbo de 2017, vestido de crochê de cobre que usou na sua primeira individual em 1992 acompanhados de bolsinhas de crochê de cobre de 2017, são algumas memórias da artista que compõem os trabalhos.

Já Mai-Britt Wolthers, dinamarquesa e residente no Brasil desde 1986, imprime em suas obras o encantamento pelas florestas, em interface entre paisagens, o figurativo e o abstrato, em formas e cores capturadas e levará para a Art Rio pinturas em grandes formatos.

Outra aposta da Matias Brotas na feira são as obras da artista Andrea Brown. Ela apresenta a série ‘Geometria’ com esculturas construída com tubos recortados e superpostos, o ferro é o elemento estrutural e o cimento, massa maleável, o rígido e o pesado. Me instiga a experiência com esses materiais, são elementos ordinários da arquitetura que suspensos sugerem perspectivas, espaços e sombras. Proponho um olhar, onde construir é o fragmento da operação, conta Andrea.

Novo artista que acaba de entrar para o portfólio da Matias Brotas é Sandro Novaes, que atualmente vive na Espanha onde é doutorando em artes pela Universidade de Granada. A galeria leva para seu stand obras da série de desenhos intitulada ‘Fora’. Nela, o artista apresenta imagens que, constituídas por inúmeras e incessantes sobreposições de linhas, desvelam espacialidades que nos remetem a paisagens imaginárias. 

Outro artista que também estará no stand é José Bechara. As obras pertencem a série ‘Enxame ou estudos para uma aproximação de suspensos’ que iniciou em 2013. “essa série do artista possui um papel intermediário nessa aproximação entre a bidimensionalidade e o ar. São caixas de madeira cujo interior é formado pela sobreposição, com pequenos intervalos, de placas de vidro. Sobre as placas há a aplicação de tinta spray de distintas cores que, como um pincel, imprime um preciso e livre jogo de formas geométricas. No fundo de algumas dessas caixas, placas de madeira cortadas, que acentuam não só o legado construtivo na obra de Bechara mas também a pesquisa sobre cor e planaridade que tanto interessa à sua produção. Na construção de uma relação óptica e ilusória, essas obras parecem lançar ao espaço as linhas e campos de cor, fazendo que com que elas bailem por entre os vidros”, explica o crítico Felipe Scovino.

Programação paralela

Paralelamente à feira, a Matias Brotas promove no dia 27 de setembro uma visita guiada ao atelier de um de seus artistas. Dessa vez, o grupo irá conhecer o espaço e processos criativos do artista Antonio Bokel.

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