De Cher a Gal Costa, são cada vez mais adeptos do Auto-Tune, programa que ajuda cantores a chegar ao tom certo. Ele foi lançado em 1997 pela Antares, empresa criada por um veterano da indústria do petróleo chamado Andy Hildebrand. A experiência anterior não é coincidência. Hildebrand trabalhava com prospecção, ou seja, a busca pelo ouro negro debaixo da terra.
A atividade consiste em emitir ondas sonoras no subsolo. Por meio do reflexo dessas ondas, é possível localizar petróleo. Então, Hildebrand notou que a interpretação rápida e precisa das ondas sonoras podia ser usada na música. Foi esse funcionamento que inspirou a criação do Auto-Tune. Seu uso pode ser discreto, disfarçando breves incorreções vocais, ou ostensivo, o que gera aquele som sintético típico das músicas do Black Eyed Peas.
O exagero no Auto-Tune é controverso. “Comprometer uma performance 98% boa por causa de duas notas não vale a pena”, diz o produtor musical Kassin. Para ele, o excesso tira a naturalidade da voz. Mesmo polêmico, o programa já faz parte da música atual. Gal Costa, que trabalhou com Kassin, entrou na onda e ainda assumiu no título da música: Autotune Autoerótico. E o maior sucesso do YouTube em 2011 é um exemplo nítido do gênero. Com 180 milhões de visualizações, Rebecca Black ostentou o Auto-Tune nos versos pegajosos de Friday.
Apenas usuários cadastrados podem comentar.
Já possui cadastro ?
Informe seu endereço de e-mail e sua senha: