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DIABETES INFANTIL: COMO EVITAR?

Doutor Motta

 

 

A diabetes é uma doença crônica que afeta cada vez mais adultos no mundo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 170 milhões de pessoas sofrem da doença atualmente. E em 2025, este número deverá atingir 300 milhões de pessoas.

No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas têm diabetes e metade delas desconhece sua condição. E este número atinge também crianças e adolescentes.  Conforme dados do Instituto Albert Einstein, 20 de cada 100 mil crianças e adolescentes podem desenvolver Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), a cada ano.

Para garantir a saúde, foi instituída a campanha "Novembro Azul", definida pela International Diabetes Federation a fim de cuidar e apoiar as pessoas com diabetes.

Pediatra e especialista em saúde infantil, Jovarci Motta, explica que os tipos de diabetes mais comuns em crianças são o tipo I, decorrente de uma ausência na produção de insulina pelo pâncreas, e o tipo II, este último resulta inicialmente de uma resistência ao hormônio insulina.

"O tipo I é o mais comum em crianças. Porém, com o aumento da obesidade infantil, atualmente, o tipo II vem crescendo consideravelmente", diz Motta.

O médico informa que os sintomas são muitos e decorrem do aumento da glicose no sangue (hiperglicemia); levando a perda de peso, muita fome e sede; aumento no volume e na frequência das diureses  (bebês pequenos tem fraldas mais pesadas, encharcadas); dores abdominais; choro e fome inexplicável (crianças de colo).

"Vale destacar que em casos mais graves podem apresentar dores abdominais, desidratação grave, vômitos, além de alteração do nível de consciência e coma, podendo levar à morte", alerta o pediatra.

Motta informa que não há medicamentos ou terapias consagradas capazes de evitar a diabetes mellitus tipo I autoimune, embora um acompanhamento e diagnóstico precoce possam ser importantes no manejo da doença. "Enquanto um tipo não tem cura, outro pode ser prevenido com a prática de hábitos saudáveis, como atividade física regular e compatível com a idade,  além de uma dieta equilibrada e controle do peso", finaliza ele.

Atente-se às dicas:

- A dieta deve ser balanceada e compatível com a idade, evitando se alimentos processados, ricos em açúcar e gorduras saturadas, considerando o nível de atividade e condições socioeconômicas do paciente. O médico reforça que os pais devem estar atentos aos horários das refeições;

- Se detectar algum sintoma, é recomendado que os pais levem a criança ou adolescente ao pediatra para que seja feito o diagnóstico. Segundo Motta, quanto mais cedo fizer o tratamento possa ser iniciado;

- Também é importante estimular a criança a praticar atividades físicas e a ter uma alimentação saudável e equilibrada. O pediatra reforça que ela deve ser recomendada por um nutricionista.

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