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CORONAVÍRUS: POR QUE HIPERTENSOS E CARDIOPATAS SÃO MAIS VULNERÁVEIS E COMO PREVENIR A DOENÇA

Dr José Vitelio

 

Entre os grupos mais vulneráveis e suscetíveis à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus estão hipertensos e pacientes com doenças cardiovasculares. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da saúde. Inclusive, a primeira morte confirmada no Brasil por Covid-19 aconteceu em São Paulo, foi a de um homem de 62 anos portador de hipertensão arterial e diabetes.

Dentre os pacientes portadores de doenças crônicas, que representam em torno de 25 a 50% dos infectados com o COVID-19, os hipertensos e pacientes com doenças cardiovasculares estão entre os grupos com maiores taxas de mortalidade com 6 e 10% respectivamente.

O cardiologista José Vitelio, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia,  explica que alguns fatores contribuem para essa realidade, como por exemplo: o vírus pode afetar o músculo cardíaco dos pacientes infectados, causando miocardite (inflamação do miocárdio), a infecção pelo novo coronavírus acomete o sistema cardiovascular em um número considerável de casos, sendo, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as de maior incidência as arritmias (16%), isquemia miocárdica (10%), miocardite (7,2%) e choque (1-2%).

“As complicações mais graves estão ligadas ao pulmão e ao coração. O paciente cardiopata é muito mais vulnerável ainda, pois pode apresentar complicações clínicas mais sérias “ esclarece o médico.

 

Prevenção

Portanto, a prevenção é a grande solução para esse grupo de risco. De forma geral, o Ministério da Saúde aconselha hipertensos e cardiopatas a respeitarem as orientações de isolamento domiciliar e a tomarem todos os cuidados de higiene. A vacina contra a gripe também é recomendada. Porém vale a pena esclarecer que essa vacina não protege contra o coronavírus.

Veja mais algumas dicas:

- Lavar as mãos com frequência e levar a sério o isolamento social, principalmente as pessoas idosas, transplantados e imunodeprimidos.

- Manter uma rotina saudável: alimentando-se bem, tendo uma noite regular de sono, fazendo exercícios em casa,  evitando cigarro e álcool, e mantendo hábitos para relaxar no lar, como yoga e leitura.

- Manter o uso contínuo e regular da medicação prescrita pelo médico. Mantendo contato com seu médico nem que seja por ligações telefônicas e internet. Em alguns casos, o médico poderá ir até sua casa e realizar uma avaliação caso seja necessário.

- Buscar ajuda médica em caso de sintomas sugestivos da doença.

 

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