Eu vejo uma pedra, um mosquito e uma formiga, e daí?
E o mosquito ali permanecia, morto, no meio daquela pedra, mesmo com toda natureza viva ao redor.
Uma formiga altiva e meio que distante o observa, devorando-o com os olhos, desejando e imaginando o banquete e a festa logo mais no formigueiro.
Vida de inseto? Não como na animação Pixar, onde desenham a luta pela sobrevivência com mais poesia e dotada de uma suavidade infantil, mas ali, no mundo real, que expressa exatamente a forma e a hora do frágil animal agir para se manter vivo.
Incrível, como a natureza é sábia, a formiga não desistiu, ela fica ali estudando a melhor forma para conseguir arrastar os restos mortais do mosquito e permanece assim, responsável por essa tarefa.
E eu, aqui, no mundo humano, observando e ao mesmo tempo tentando descrever todos os pensamentos que essa cena me revela.
Perseverança, luta, força e a formiga? Muitos devem estar perguntando? OMG e eu respondo: pequena, quase imperceptível, interessante, um gigante de sabedoria, com um poder de si tão profundo, que, uauuu!!! Conseguiu!
Não sei o que fez depois com a presa morta, talvez o banquete no formigueiro tenha se concretizado de uma forma muito melhor que a minha imaginação permitiu, mas o fato é que essa observação vira uma estória com ar de fábula e com qual objetivo?
Talvez para provar que o” querer” deve estar na frente ou ser maior que o “poder” e essa equação é igual ao conseguir.
No final de tudo , fico feliz por traduzir o que vejo e imaginar o que não vejo, transmitindo para uma crônica , entendendo que a pedra permanece lá, vazia, com toda a natureza viva ao redor prestando-se como cenário e o formigueiro , claro , em festa, pelo menos não é o que vejo, mas o que imagino.
Sibele Simão Andrade.
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