Somos assim, inquietas, faladeiras, majestosas, pensamos muitas coisas ao mesmo tempo, resolvemos varias coisas ao mesmo tempo , sem medo de errar.
Arrepender, não é nossa característica , a não ser quando não realizamos , porque realizar é o que nos consome, nos motiva.
Sofrer, é um sentimento aliado do sexo feminino, porque somos verdadeiras, intensas, suportamos a ilusão apenas no contos das nossas avós ou nos de fada.
Hoje não toleramos mais insultos, covardia, violência ou até mesmo infidelidade mascarada com amor.
Somos humanas, frágeis sim, mas sexo frágil jamais.
Somos maternas, dadiva de Deus , símbolo da continuidade, da força e da capacidade de gerar e gerir, de chorar e sorrir , de amar e odiar, de lutar e ser apenas mulher.
Somos tão especiais que o sexo oposto quando não nos deseja como amantes desejam a nossa feminilidade , acho mesmo que somos geniais e eles, mesmo assim, uns amores.
E tem gente que ainda questiona se somos ou não elevada a três , quatro, cinco e esse exponencial não tem fim , porque não tem nada mais valioso e gostoso que ser mulher.
Crônica dedicada a tantas mulheres especiais que conheço , dentre elas minha mãe que me ensinou tudo que tenho de melhor.
Sibele Simão
Eu vejo uma pedra, um mosquito e uma formiga, e daí?
E o mosquito ali permanecia, morto, no meio daquela pedra, mesmo com toda natureza viva ao redor.
Uma formiga altiva e meio que distante o observa, devorando-o com os olhos, desejando e imaginando o banquete e a festa logo mais no formigueiro.
Vida de inseto? Não como na animação Pixar, onde desenham a luta pela sobrevivência com mais poesia e dotada de uma suavidade infantil, mas ali, no mundo real, que expressa exatamente a forma e a hora do frágil animal agir para se manter vivo.
Incrível, como a natureza é sábia, a formiga não desistiu, ela fica ali estudando a melhor forma para conseguir arrastar os restos mortais do mosquito e permanece assim, responsável por essa tarefa.
E eu, aqui, no mundo humano, observando e ao mesmo tempo tentando descrever todos os pensamentos que essa cena me revela.
Perseverança, luta, força e a formiga? Muitos devem estar perguntando? OMG e eu respondo: pequena, quase imperceptível, interessante, um gigante de sabedoria, com um poder de si tão profundo, que, uauuu!!! Conseguiu!
Não sei o que fez depois com a presa morta, talvez o banquete no formigueiro tenha se concretizado de uma forma muito melhor que a minha imaginação permitiu, mas o fato é que essa observação vira uma estória com ar de fábula e com qual objetivo?
Talvez para provar que o” querer” deve estar na frente ou ser maior que o “poder” e essa equação é igual ao conseguir.
No final de tudo , fico feliz por traduzir o que vejo e imaginar o que não vejo, transmitindo para uma crônica , entendendo que a pedra permanece lá, vazia, com toda a natureza viva ao redor prestando-se como cenário e o formigueiro , claro , em festa, pelo menos não é o que vejo, mas o que imagino.
Sibele Simão Andrade.