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BRASIL REALIZA MAIS DE 200 CIRURGIAS POR DIA PARA AUMENTO DE BUMBUM

 

Em média, todos os dias são realizadas 215 cirurgias plásticas para remodelação de glúteos no Brasil. Desde o século passado, quando ocorreram os primeiros procedimentos, até hoje a chamada gluteoplastia passou por muitas evoluções e atualmente oferece uma diversidade de recursos capazes de dar novo contorno ao bumbum, para reparar quase todos os defeitos que comprometem a beleza do contorno posterior, por questões estéticas ou por motivo de sequelas de acidentes ou doenças.

Dados do último censo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostram que no país são feitos mais de 78 mil gluteoplastias por ano. De acordo com o cirurgião plástico Ariosto Santos, o Brasil, onde o bumbum é preferência nacional e também é referência nesse tipo de cirurgia, conhecida lá fora pelo termo “Brazilian Butt Lift”, é o país que mais realiza esse tipo de intervenção cirúrgica no mundo. “A maior parte das mulheres que buscam o procedimento tem, geralmente, entre 25 e 40 anos de idade, e o objetivo delas, assim como muitas outras brasileiras, é ter a cintura fina, as coxas grossas e um bumbum projetado”, comenta o cirurgião.

Existem algumas técnicas de remodelagem dos glúteos: implantes de prósteses de silicone, enxerto de gordura ou o lifting de glúteos. “No primeiro procedimento, são feitas pequenas incisões na parte superior das nádegas e as próteses, que podem ser ovais ou redondas, são colocadas dentro do músculo. O tamanho é definido pela paciente, mas o tipo de próteses utilizado depende da estrutura do corpo”, explicou o cirurgião, que ainda esclareceu que pela remodelação com enxerto de gordura, também chamada de lipoenxertia, as células de gordura são extraídas de outras partes do corpo da própria paciente, como barriga ou pernas, e são inseridas nas nádegas.

Cirurgião Plástico Ariosto Santos - crédito Cloves Louzada

Já o lifiting de glúteos, a cirurgia que levanta o bumbum, elimina a flacidez e excessos de pele da região, reacomodando os tecidos aos seus lugares de origem, que sofreram com a ação da gravidade e do tempo, associada com a diminuição da atividade do colágeno, causam a ptose dos tecidos, ou seja, a sobra de pele.

Conforme explica o cirurgião, a cirurgia dura em média três horas e o repouso para um processo de recuperação mais eficaz é de aproximadamente três a quatro semanas. “Depois de dois meses, quando o inchaço no glúteo passa e o resultado definitivo pode ser visto, a paciente já está liberada para fazer exercícios físicos. As próteses atuais são mais seguras, resistentes e não têm prazo de validade. São trocadas apenas em casos de rupturas, alteração da forma ou infecção”, conclui. 

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