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A BLACK FRIDAY DEVE FATURAR R$3,45 BI NA INTERNET

 

A data mais esperada do ano para o comércio eletrônico, a Black Friday, que acontece no dia 29 de novembro, está com expectativa de faturar R$3,45 bilhões, diz pesquisa da ABComm, associação que representa o setor.

Segundo a pesquisa este número corresponde a um crescimento de 18% se comparado ao ano anterior, uma boa notícia para o varejo eletrônico, como avalia o especialista em marketing digital Davi Caus. "Esse aumento significativo nos diz que muitas das barreiras que antes existiam para a venda de produtos na internet estão sumindo, dando oportunidade para as marcas explorarem cada vez mais esse mercado", comenta. As categorias de produto mais procurados são: eletrônicos, moda e decoração.

Quem espera a data para fazer compras pode acabar esbarrando em um desconto falso. O publicitário Thailon Fonseca pretende trocar o celular este ano na Black Friday, mas está atento às possíveis pegadinhas. "Todo o ano eu espero a data para comprar pela internet, por isso já sei quais sites são confiáveis e quais não são. Além disso, começo a fazer uma pesquisa de preço antes", conta. E dá uma dica: "é legal navegar em alguns sites especializados em comparação de preço também, estes são uma boa ferramenta para economizar de verdade", lembra Thailon.

Saindo às compras nas redes sociais

Além dos e-commerces, as redes sociais estão cada vez mais se tornando um lugar de compras. Segundo um levantamento do Instituto Qualibest, com 1.943 usuários entrevistados, 62% dos brasileiros já fizeram compras direcionadas pelo instagram, facebook, youtube e até whatsapp. "A utilização das ferramentas de shopping no instagram e no facebook são alguns exemplos de migração do espaço de relacionamento para o de consumo", conta Davi. Sua análise se comprova quando a pesquisa afirma que 44% dos entrevistados compraram de grupos de facebook ou pelo whatsapp, espaços de interações e relacionamento.

É o que acontece com a empresária Popo Moreira, que faz vendas de roupas através do Instagram e Whatsapp. "Eu penso em migrar para o site, para escalonar as minhas vendas para o Brasil. Mas por incrível que pareça, tenho uma loja há 2 anos e a maioria das minhas vendas acontecem no grupo de Whatsapp", diz.

A era da intromissão acabou

Em datas importante para o varejo como o Dia das Mães, o Natal e a Black Friday os bombardeios publicitários já são esperados. Mas diferente das mídias tradicionais de anúncio, como o outdoor e a televisão, as propagandas nas redes sociais não são comunicações odiadas pelo público.

Dados da Qualibest afirmam que 43% dos entrevistados acreditam que anúncios nas redes são interessantes e 39% os utiliza como forma de se manter atualizado. "As redes sociais são locais de relacionamento. Por isso, quando feitos com uma boa segmentação, os anúncios são entregues para a pessoa certa, respondendo a uma necessidade individual e diminuindo drasticamente o ruído de um anúncio tradicional", explica Davi.

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